Um uivo, um coito, uma corrida ao luar
sem raças ou graças, só o querer.
Que saltem das sombras, que soltem a anima,
mordidas e urros, sangue e prazer.
Farejem o cheiro da mata virgem
violada, pisada, por um animal homem.
Que corram, corram, corram sem parar.
É ele, é dele, o urro bestial.
Pensar, nem pensar! É sentir sem ter.
Que falem a língua de quem sabe lembrar.
Responda, se ouvir, responda, quem puder,
o uivo, o coito, o chamado ao luar.
Da mesma ninhada de onde você partiu...