O Chamado
por Giulia Moon

Um uivo, um coito, uma corrida ao luar

sem raças ou graças, só o querer.

 

Que saltem das sombras, que soltem a anima,

mordidas e urros, sangue e prazer.

Farejem o cheiro da mata virgem

violada, pisada, por um animal homem.

Que corram, corram, corram sem parar.

É ele, é dele, o urro bestial.

 

Pensar, nem pensar! É sentir sem ter.

Que falem a língua de quem sabe lembrar.

Responda, se ouvir, responda, quem puder,

o uivo, o coito, o chamado ao luar.

Da mesma ninhada de onde você partiu...